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Estamos vivendo um momento delicado nos últimos dias e meses. Tramita no Congresso Nacional dois grandes projetos que gerarão impactos diretos na vida da população brasileira. De um lado a reforma da previdência onde, entre outros aspectos, autoriza a possibilidade de aposentadoria (integral) somente após os 65 anos de idade; e de outro, projeto que vem no sentido de flexibilizar os direitos do trabalhador. A presente reflexão não tem o sentido de se aprofundar nos projetos de reforma, até porque os mesmos ainda estão em fase de discussão e dependem de aprovação, mas busca provocar uma reflexão acerca do mercado de trabalho, mas especificamente para as pessoas acima de 60 anos de idade.

 

Conforme link abaixo, vivemos num Brasil onde 5,9 milhões de empregados possuem mais de 60 anos, significando 4,5% dos postos de trabalho. Desse quantitativo, 43,9% trabalham por conta própria e 31,47% possuem carteira de trabalho assinada.

 

Mas as indagações que ficam são: Por que esse contingente de pessoas, experientes, muitas com elevado grau de instrução, com experiência técnica e principalmente experiência de vida, não estão sendo aproveitadas pelo mercado de trabalho? E agora, com a possibilidade de aposentadoria somente a partir dos 65 anos, como serão tratadas pelo mercado de trabalho? As empresas preferem um colaborador de 60 anos ou dois de 30 anos?

 

Referidas perguntas nos levam as seguintes reflexões:

  1. Independente de reforma da previdência, pessoas acima de 60 anos sempre estiveram disponíveis no mercado de trabalho e muitas vezes não houve o aproveitamento de seu trabalho, logo, não se trata de um fato novo, mas sim de uma cultura permanente em nossa sociedade;

  2. O colaborador de 60 anos está sendo preterido por dois de 30 anos? Depende. Se a empresa possui uma atividade braçal ao invés da intelectual, talvez possa estar realizando essa troca, agora para a empresa que necessita de gestores e principalmente de pessoas que saibam “lidar com gente”, não justifica referida permuta;

  3. Independente de idade e formação técnica, pesquisas apontam que o mais difícil é “treinar” pessoas a conviver com pessoas e isso não depende de idade, mas sim de perfil humano.

Por outro lado, quais as características necessárias para a busca da colocação no mercado por pessoas acima de 60 anos? Aqui vão algumas dicas, que acreditamos ser úteis: a) se manter atualizado sempre, buscando participar de cursos, palestras e formação continuada; b) dominar as ferramentas da informática, seja desde os editores de texto, passando por planilhas de calculo, chegando nos softwares mais utilizados em sua área de atuação; c) saber lidar com pessoas, sempre buscando ter capacidade e competência nas relações interpessoais, mas principalmente ter espírito de trabalhar em equipe e com diferentes faixas etárias; d) sempre manter em alta seu network para que assim possa estar disponíveis para eventuais recolação no mercado; e) estar antenado com sua área de especialização, se informando sobre as atualidades e modernidades do setor; f) estar apto a aprender; g)por fim, cuidar, e muito, de sua saúde.

 

E os gestores tem a missão maior de mudar essa cultura de não utilização de empregados maiores de 60 anos. Projeções indicam que em um futuro não muito distante a média de idade do trabalhador brasileiro será de 40 anos, ou seja, estamos vivendo num país que caminha para o natural envelhecimento de sua classe trabalhadora. A disposição no mercado se encontra um colaborador apto, motivado e extremamente experiente para lhe ajudar na busca de atingir as metas empresariais, tendo mais segurança na tomada de decisões.

 

http://periodicos.ufpb.br/index.php/rbcs/article/view/7199/5692 - acessada em data de 30/abr/2017.

 

 

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